E, chegando a manhã, todos os príncipes dos sacerdotes, e os anciãos do povo, formavam juntamente conselho contra Jesus, para o matarem; e maniatando-o, o levaram e entregaram ao presidente Pôncio Pilatos. Então Judas, o que o traíra, vendo que fora condenado, trouxe, arrependido, as trinta moedas de prata aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos, dizendo: Pequei, traindo o sangue inocente. Eles, porém, disseram: Que nos importa? Isso é contigo. E ele, atirando para o templo as moedas de prata, retirou-se e foi-se enforcar. E os príncipes dos sacerdotes, tomando as moedas de prata, disseram: Não é lícito colocá-las no cofre das ofertas, porque são preço de sangue. E, tendo deliberado em conselho, compraram com elas o campo de um oleiro, para sepultura dos estrangeiros. Por isso foi chamado aquele campo, até ao dia de hoje, Campo de Sangue. Então se realizou o que vaticinara o profeta Jeremias: Tomaram as trinta moedas de prata, preço do que foi avaliado, que certos filhos de Israel avaliaram, e deram-nas pelo campo do oleiro, segundo o que o Senhor determinou. E foi Jesus apresentado ao presidente, e o presidente o interrogou, dizendo: És tu o Rei dos Judeus? E disse-lhe Jesus: Tu o dizes. E, sendo acusado pelos príncipes dos sacerdotes e pelos anciãos, nada respondeu. Disse-lhe então Pilatos: Não ouves quanto testificam contra ti? E nem uma palavra lhe respondeu, de sorte que o presidente estava muito maravilhado. Ora, por ocasião da festa, costumava o presidente soltar um preso, escolhendo o povo aquele que quisesse. E tinham então um preso bem conhecido, chamado Barrabás. Portanto, estando eles reunidos, disse-lhes Pilatos: Qual quereis que vos solte? Barrabás, ou Jesus, chamado Cristo? Porque sabia que por inveja o haviam entregado. E, estando ele assentado no tribunal, sua mulher mandou-lhe dizer: Não entres na questão desse justo, porque num sonho muito sofri por causa dele. Mas os príncipes dos sacerdotes e os anciãos persuadiram à multidão que pedisse Barrabás e matasse Jesus. E, respondendo o presidente, disse-lhes: Qual desses dois quereis vós que eu solte? E eles disseram: Barrabás. Disse-lhes Pilatos: Que farei então de Jesus, chamado Cristo? Disseram-lhe todos: Seja crucificado. O presidente, porém, disse: Mas que mal fez ele? E eles mais clamavam, dizendo: Seja crucificado. Então Pilatos, vendo que nada aproveitava, antes o tumulto crescia, tomando água, lavou as mãos diante da multidão, dizendo: Estou inocente do sangue deste justo. Considerai isso. E, respondendo todo o povo, disse: O seu sangue caia sobre nós e sobre nossos filhos. Então soltou-lhes Barrabás, e, tendo mandado açoitar a Jesus, entregou-o para ser crucificado. E logo os soldados do presidente, conduzindo Jesus à audiência, reuniram junto dele toda a coorte. E, despindo-o, o cobriram com uma capa de escarlate; e, tecendo uma coroa de espinhos, puseram-lha na cabeça, e em sua mão direita uma cana; e, ajoelhando diante dele, o escarneciam, dizendo: Salve, Rei dos judeus. E, cuspindo nele, tiraram-lhe a cana, e batiam-lhe com ela na cabeça. E, depois de o haverem escarnecido, tiraram-lhe a capa, vestiram-lhe as suas vestes e o levaram para ser crucificado.
Interessante observar que o texto afirma que Judas ao ver que Jesus fora condenado se dá conta que Ele foi o responsável e tenta reverter o quadro. Em outra versão a palavra empregada é remorso, o que mostra uma face diferente, já que não significa arrependimento, mas uma insuportável dor, uma ferida aberta, algo que o incomodaria pelo resto da vida, mas não uma possibilidade de deixar para trás e seguir adiante visando não mais cometer o mesmo erro. Pilatos pergunta a Jesus se Ele era o rei dos judeus. Neste período Israel era dominado pelos romanos e a única liderança que eles permitiram que mantivessem é a religiosa, os sacerdotes e não uma liderança política. Isto mostra o tom de deboche de Pilatos ao perguntar. Pilatos ainda tenta libertar Jesus por saber o motivo que o entregaram para morrer. Importante lembrar que os judeus não tinham permissão para sentenciar ninguém, muito menos a morte, por isso o sumo sacerdote leva Jesus a Pilatos, para que os romanos o julgassem. Pilatos por não desejar enfrentar a multidão e manter a paz na cidade acaba por acatar o desejo dos sacerdotes que manipularam a multidão para conseguir o que queriam.
domingo, 31 de janeiro de 2010
sábado, 30 de janeiro de 2010
Mateus 26.52-70
E os que prenderam a Jesus o conduziram à casa do sumo sacerdote Caifás, onde os escribas e os anciãos estavam reunidos. E Pedro o seguiu de longe, até ao pátio do sumo sacerdote e, entrando, assentou-se entre os criados, para ver o fim. Ora, os príncipes dos sacerdotes, e os anciãos, e todo o conselho, buscavam falso testemunho contra Jesus, para poderem dar-lhe a morte; e não o achavam; apesar de se apresentarem muitas testemunhas falsas, não o achavam. Mas, por fim chegaram duas testemunhas falsas, e disseram: Este disse: Eu posso derrubar o templo de Deus, e reedificá-lo em três dias. E, levantando-se o sumo sacerdote, disse-lhe: Não respondes coisa alguma ao que estes depõem contra ti? Jesus, porém, guardava silêncio. E, insistindo o sumo sacerdote, disse-lhe: Conjuro-te pelo Deus vivo que nos digas se tu és o Cristo, o Filho de Deus. Disse-lhe Jesus: Tu o disseste; digo-vos, porém, que vereis em breve o Filho do homem assentado à direita do Poder, e vindo sobre as nuvens do céu. Então o sumo sacerdote rasgou as suas vestes, dizendo: Blasfemou; para que precisamos ainda de testemunhas? Eis que bem ouvistes agora a sua blasfêmia. Que vos parece? E eles, respondendo, disseram: É réu de morte. Então cuspiram-lhe no rosto e lhe davam punhadas, e outros o esbofeteavam, dizendo: Profetiza-nos, Cristo, quem é o que te bateu? Ora, Pedro estava assentado fora, no pátio; e, aproximando-se dele uma criada, disse: Tu também estavas com Jesus, o galileu. Mas ele negou diante de todos, dizendo: Não sei o que dizes. E, saindo para o vestíbulo, outra criada o viu, e disse aos que ali estavam: Este também estava com Jesus, o Nazareno. E ele negou outra vez com juramento: Não conheço tal homem. E, daí a pouco, aproximando-se os que ali estavam, disseram a Pedro: Verdadeiramente também tu és deles, pois a tua fala te denuncia. Então começou ele a praguejar e a jurar, dizendo: Não conheço esse homem. E imediatamente o galo cantou. E lembrou-se Pedro das palavras de Jesus, que lhe dissera: Antes que o galo cante, três vezes me negarás. E, saindo dali, chorou amargamente.
Interessante observar que Pedro entrou na casa do sumo sacerdote e para não ser percebido se mistura aos criados. Pode-se observar que o texto mostra que os falsos testemunhos contra Jesus não realmente o atingiam e que Ele apenas se manifesta quando perguntam se Ele era mesmo o Filho de Deus. Pedro logo após começar a fugir do local por ja ter visto o fim dado a Jesus pelo sumo sacerdote, é reconhecido por algumas pessoas e nega a Jesus, temendo ter o mesmo fim que Ele, mesmo tendo dito que se necessário fosse morreria com Ele. Por fim o galo canta e ele se arrepende amargamente de suas ações e por ter descumprido o que afirmara horas atrás.
Interessante observar que Pedro entrou na casa do sumo sacerdote e para não ser percebido se mistura aos criados. Pode-se observar que o texto mostra que os falsos testemunhos contra Jesus não realmente o atingiam e que Ele apenas se manifesta quando perguntam se Ele era mesmo o Filho de Deus. Pedro logo após começar a fugir do local por ja ter visto o fim dado a Jesus pelo sumo sacerdote, é reconhecido por algumas pessoas e nega a Jesus, temendo ter o mesmo fim que Ele, mesmo tendo dito que se necessário fosse morreria com Ele. Por fim o galo canta e ele se arrepende amargamente de suas ações e por ter descumprido o que afirmara horas atrás.
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Mateus 26.26-51
Então Jesus lhes disse: Todos vós esta noite vos escandalizareis em mim; porque está escrito: Ferirei o pastor, e as ovelhas do rebanho se dispersarão. Mas, depois de eu ressuscitar, irei adiante de vós para a Galiléia. Mas Pedro, respondendo, disse-lhe: Ainda que todos se escandalizem em ti, eu nunca me escandalizarei. Disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que, nesta mesma noite, antes que o galo cante, três vezes me negarás. Disse-lhe Pedro: Ainda que me seja mister morrer contigo, não te negarei. E todos os discípulos disseram o mesmo. Então chegou Jesus com eles a um lugar chamado Getsêmani, e disse a seus discípulos: Assentai-vos aqui, enquanto vou além orar. E, levando consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-se e a angustiar-se muito. Então lhes disse: A minha alma está cheia de tristeza até a morte; ficai aqui, e velai comigo. E, indo um pouco mais para diante, prostrou-se sobre o seu rosto, orando e dizendo: Meu Pai, se é possível, passe de mim este cálice; todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres. E, voltando para os seus discípulos, achou-os adormecidos; e disse a Pedro: Então nem uma hora pudeste velar comigo? Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca. E, indo segunda vez, orou, dizendo: Pai meu, se este cálice não pode passar de mim sem eu o beber, faça-se a tua vontade. E, voltando, achou-os outra vez adormecidos; porque os seus olhos estavam pesados. E, deixando-os de novo, foi orar pela terceira vez, dizendo as mesmas palavras. Então chegou junto dos seus discípulos, e disse-lhes: Dormi agora, e repousai; eis que é chegada a hora, e o Filho do homem será entregue nas mãos dos pecadores. Levantai-vos, partamos; eis que é chegado o que me trai. E, estando ele ainda a falar, eis que chegou Judas, um dos doze, e com ele grande multidão com espadas e varapaus, enviada pelos príncipes dos sacerdotes e pelos anciãos do povo. E o que o traía tinha-lhes dado um sinal, dizendo: O que eu beijar é esse; prendei-o. E logo, aproximando-se de Jesus, disse: Eu te saúdo, Rabi; e beijou-o. Jesus, porém, lhe disse: Amigo, a que vieste? Então, aproximando-se eles, lançaram mão de Jesus, e o prenderam. E eis que um dos que estavam com Jesus, estendendo a mão, puxou da espada e, ferindo o servo do sumo sacerdote, cortou-lhe uma orelha. Então Jesus disse-lhe: Embainha a tua espada; porque todos os que lançarem mão da espada, à espada morrerão. Ou pensas tu que eu não poderia agora orar a meu Pai, e que ele não me daria mais de doze legiões de anjos? Como, pois, se cumpririam as Escrituras, que dizem que assim convém que aconteça? Então disse Jesus à multidão: Saístes, como para um salteador, com espadas e varapaus para me prender? Todos os dias me assentava junto de vós, ensinando no templo, e não me prendestes. Mas tudo isto aconteceu para que se cumpram as escrituras dos profetas. Então, todos os discípulos, deixando-o, fugiram.
Observando o texto vemos que Pedro afirma ser capaz de morrer com Cristo e que ainda que outros se assustassem com o que aconteceria com Ele, Pedro não ficaria chocado. Passa despercebido, na maioria das vezes que os discípulos também disseram que morreriam com Cristo, não tendo Pedro sido o único. No texto vemos que quando Jesus se retira para orar ao voltar acorda os discípulos que o acompanharam, mas na segunda vez os larga para retornar a orar. Com isto podemos ver que Ele nos deixa nas circunstâncias em que nos encontramos se não estamos buscando vigiar e orar como Ele manda. Depois disto, Jesus afirma que é o momento em que será preso para que se cumpra a profecia, todavia Pedro puxa a espada e corta a orelha do servo do sumo sacerdote. Isto mostra a tentativa dele impedir o cumprimento da profecia, como Jesus logo após afirma. Após isto os discípulos fogem, descumprindo o que afirmaram que seriam capazes de morrer com Ele, mas que não o negariam. Outro ponto importante a se observar é que ao mandar Pedro guardar a espada, Jesus mostra a diferença da guerra do AT pra do NT, passa da guerra física para a guerra espiritual, não dando permissão para que cressem que a guerra de Javé permanece no plano físico. Como fala no versículo 36, é a tensão entre a carne e o espírito, nossa batalha não é mais contra carne e sangue como era no AT, mas agora é contra principados e potestades, conforme Efésios 6.
Observando o texto vemos que Pedro afirma ser capaz de morrer com Cristo e que ainda que outros se assustassem com o que aconteceria com Ele, Pedro não ficaria chocado. Passa despercebido, na maioria das vezes que os discípulos também disseram que morreriam com Cristo, não tendo Pedro sido o único. No texto vemos que quando Jesus se retira para orar ao voltar acorda os discípulos que o acompanharam, mas na segunda vez os larga para retornar a orar. Com isto podemos ver que Ele nos deixa nas circunstâncias em que nos encontramos se não estamos buscando vigiar e orar como Ele manda. Depois disto, Jesus afirma que é o momento em que será preso para que se cumpra a profecia, todavia Pedro puxa a espada e corta a orelha do servo do sumo sacerdote. Isto mostra a tentativa dele impedir o cumprimento da profecia, como Jesus logo após afirma. Após isto os discípulos fogem, descumprindo o que afirmaram que seriam capazes de morrer com Ele, mas que não o negariam. Outro ponto importante a se observar é que ao mandar Pedro guardar a espada, Jesus mostra a diferença da guerra do AT pra do NT, passa da guerra física para a guerra espiritual, não dando permissão para que cressem que a guerra de Javé permanece no plano físico. Como fala no versículo 36, é a tensão entre a carne e o espírito, nossa batalha não é mais contra carne e sangue como era no AT, mas agora é contra principados e potestades, conforme Efésios 6.
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Mateus 26.1-25
Bem sabeis que daqui a dois dias é a páscoa; e o Filho do homem será entregue para ser crucificado. Depois os príncipes dos sacerdotes, e os escribas, e os anciãos do povo reuniram-se na sala do sumo sacerdote, o qual se chamava Caifás. E consultaram-se mutuamente para prenderem Jesus com dolo e o matarem. Mas diziam: Não durante a festa, para que não haja alvoroço entre o povo. Aproximou-se dele uma mulher com um vaso de alabastro, com ungüento de grande valor, e derramou-lho sobre a cabeça, quando ele estava assentado à mesa. E os seus discípulos, vendo isto, indignaram-se, dizendo: Por que é este desperdício? Pois este ungüento podia vender-se por grande preço, e dar-se o dinheiro aos pobres. Jesus, porém, conhecendo isto, disse-lhes: Por que afligis esta mulher? pois praticou uma boa ação para comigo. Porquanto sempre tendes convosco os pobres, mas a mim não me haveis de ter sempre. Ora, derramando ela este ungüento sobre o meu corpo, fê-lo preparando-me para o meu sepultamento. Em verdade vos digo que, onde quer que este evangelho for pregado em todo o mundo, também será referido o que ela fez, para memória sua. E disse: Que me quereis dar, e eu vo-lo entregarei? E eles lhe pesaram trinta moedas de prata, e desde então buscava oportunidade para o entregar. E ele disse: Ide à cidade, a um certo homem, e dizei-lhe: O Mestre diz: O meu tempo está próximo; em tua casa celebrarei a páscoa com os meus discípulos. E os discípulos fizeram como Jesus lhes ordenara, e prepararam a páscoa. E, chegada a tarde, assentou-se à mesa com os doze. E, comendo eles, disse: Em verdade vos digo que um de vós me há de trair. E eles, entristecendo-se muito, começaram cada um a dizer-lhe: Porventura sou eu, Senhor? E ele, respondendo, disse: O que põe comigo a mão no prato, esse me há de trair. Em verdade o Filho do homem vai, como acerca dele está escrito, mas ai daquele homem por quem o Filho do homem é traído! Bom seria para esse homem se não houvera nascido. E, respondendo Judas, o que o traía, disse: Porventura sou eu, Rabi? Ele disse: Tu o disseste. E, tomando o cálice, e dando graças, deu-lho, dizendo: Bebei dele todos; porque isto é o meu sangue; o sangue do novo testamento, que é derramado por muitos, para remissão dos pecados. E digo-vos que, desde agora, não beberei deste fruto da vide, até aquele dia em que o beba novo convosco no reino de meu Pai. E, tendo cantado o hino, saíram para o Monte das Oliveiras.
Interessante observar que no final do capítulo anterior Jesus fala sobre fazer bem a Ele, quando se faz aos que necessitam, todavia, quando a mulher faz algo que demonstra apreço por Jesus seus discípulos a condenam. As trinta moedas de prata que os fariseus deram a Judas era o valor na época de um escravo, em outras palavras, Jesus valia para Judas tanto quanto qualquer escravo. Outro ponto interessante no texto é que a ceia tem o caráter escatológico, ao lembrar que é um prenuncio de que cearemos com Ele no céu.
Interessante observar que no final do capítulo anterior Jesus fala sobre fazer bem a Ele, quando se faz aos que necessitam, todavia, quando a mulher faz algo que demonstra apreço por Jesus seus discípulos a condenam. As trinta moedas de prata que os fariseus deram a Judas era o valor na época de um escravo, em outras palavras, Jesus valia para Judas tanto quanto qualquer escravo. Outro ponto interessante no texto é que a ceia tem o caráter escatológico, ao lembrar que é um prenuncio de que cearemos com Ele no céu.
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Mateus 25.31-46
E quando o Filho do homem vier em sua glória, e todos os santos anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória; e todas as nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas; e porá as ovelhas à sua direita, mas os bodes à esquerda. Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo; porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me; estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e fostes ver-me. Então os justos lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, e te demos de comer? ou com sede, e te demos de beber? E quando te vimos estrangeiro, e te hospedamos? ou nu, e te vestimos? E quando te vimos enfermo, ou na prisão, e fomos ver-te? E, respondendo o Rei, lhes dirá: Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes. Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos; porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber; sendo estrangeiro, não me recolhestes; estando nu, não me vestistes; e enfermo, e na prisão, não me visitastes. Então eles também lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, ou com sede, ou estrangeiro, ou nu, ou enfermo, ou na prisão, e não te servimos? Então lhes responderá, dizendo: Em verdade vos digo que, quando a um destes pequeninos o não fizestes, não o fizestes a mim. E irão estes para o tormento eterno, mas os justos para a vida eterna.
Jesus explica a separação dos escolhidos como bode e ovelha, o bode é uma clara referência ao texto de Levítico 16 em que o povo judeu por meio de um ritual “passava a culpa” de seus pecados para o bode e o mandava para o deserto. A ovelha era um animal que servia de sacrifício para a expiação dos pecados e, portanto, era pura. Quando Jesus fala do agir bem para com o próximo, não significa que isto os salvou, que suas próprias boas ações foram suficientes, mas que agiram demonstrando a fé que tinham, conforme ensina Tiago 2.
Jesus explica a separação dos escolhidos como bode e ovelha, o bode é uma clara referência ao texto de Levítico 16 em que o povo judeu por meio de um ritual “passava a culpa” de seus pecados para o bode e o mandava para o deserto. A ovelha era um animal que servia de sacrifício para a expiação dos pecados e, portanto, era pura. Quando Jesus fala do agir bem para com o próximo, não significa que isto os salvou, que suas próprias boas ações foram suficientes, mas que agiram demonstrando a fé que tinham, conforme ensina Tiago 2.
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Mateus 25.1-30
Então o reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando as suas lâmpadas, saíram ao encontro do esposo. E cinco delas eram prudentes, e cinco loucas. As loucas, tomando as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo. Mas as prudentes levaram azeite em suas vasilhas, com as suas lâmpadas. E, tardando o esposo, tosquenejaram todas, e adormeceram. Mas à meia-noite ouviu-se um clamor: Aí vem o esposo, saí-lhe ao encontro. Então todas aquelas virgens se levantaram, e prepararam as suas lâmpadas. E as loucas disseram às prudentes: Dai-nos do vosso azeite, porque as nossas lâmpadas se apagam. Mas as prudentes responderam, dizendo: Não seja caso que nos falte a nós e a vós, ide antes aos que o vendem, e comprai-o para vós. E, tendo elas ido comprá-lo, chegou o esposo, e as que estavam preparadas entraram com ele para as bodas, e fechou-se a porta. E depois chegaram também as outras virgens, dizendo: Senhor, Senhor, abre-nos. E ele, respondendo, disse: Em verdade vos digo que vos não conheço. Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora em que o Filho do homem há de vir. Porque isto é também como um homem que, partindo para fora da terra, chamou os seus servos, e entregou-lhes os seus bens. E a um deu cinco talentos, e a outro dois, e a outro um, a cada um segundo a sua capacidade, e ausentou-se logo para longe. E, tendo ele partido, o que recebera cinco talentos negociou com eles, e granjeou outros cinco talentos. Da mesma sorte, o que recebera dois, granjeou também outros dois. Mas o que recebera um, foi e cavou na terra e escondeu o dinheiro do seu senhor. E muito tempo depois veio o senhor daqueles servos, e fez contas com eles. Então aproximou-se o que recebera cinco talentos, e trouxe-lhe outros cinco talentos, dizendo: Senhor, entregaste-me cinco talentos; eis aqui outros cinco talentos que granjeei com eles. E o seu senhor lhe disse: Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor. E, chegando também o que tinha recebido dois talentos, disse: Senhor, entregaste-me dois talentos; eis que com eles granjeei outros dois talentos. Disse-lhe o seu senhor: Bem está, bom e fiel servo. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor. Mas, chegando também o que recebera um talento, disse: Senhor, eu conhecia-te, que és um homem duro, que ceifas onde não semeaste e ajuntas onde não espalhaste; e, atemorizado, escondi na terra o teu talento; aqui tens o que é teu. Respondendo, porém, o seu senhor, disse-lhe: Mau e negligente servo; sabias que ceifo onde não semeei e ajunto onde não espalhei? Devias então ter dado o meu dinheiro aos banqueiros e, quando eu viesse, receberia o meu com os juros. Tirai-lhe pois o talento, e dai-o ao que tem os dez talentos. Porque a qualquer que tiver será dado, e terá em abundância; mas ao que não tiver até o que tem ser-lhe-á tirado. Lançai, pois, o servo inútil nas trevas exteriores; ali haverá pranto e ranger de dentes.
Nessa parábola podemos perceber que as virgens da parábola, tanto as prudentes como as loucas, com a demora do noivo começaram a cochilar. Todavia, ao ser anunciado que o noivo viria todas acordam, mas somente metade estavam preparadas para recebe-lo. Assim é na vida cristã, tanto os prudentes como os loucos cochilam em momentos que nos parece demorar a volta de Cristo, todavia, alguns apenas se descuidaram por um momento e outros nunca se prepararam devidamente para sua vinda.
Nessa parábola podemos perceber que as virgens da parábola, tanto as prudentes como as loucas, com a demora do noivo começaram a cochilar. Todavia, ao ser anunciado que o noivo viria todas acordam, mas somente metade estavam preparadas para recebe-lo. Assim é na vida cristã, tanto os prudentes como os loucos cochilam em momentos que nos parece demorar a volta de Cristo, todavia, alguns apenas se descuidaram por um momento e outros nunca se prepararam devidamente para sua vinda.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Mateus 24.25-51
Eis que eu vo-lo tenho predito. Portanto, se vos disserem: Eis que ele está no deserto, não saiais. Eis que ele está no interior da casa; não acrediteis. Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até ao ocidente, assim será também a vinda do Filho do homem. Pois onde estiver o cadáver, aí se ajuntarão as águias. E, logo depois da aflição daqueles dias, o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e as potências dos céus serão abaladas. Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória. E ele enviará os seus anjos com rijo clamor de trombeta, os quais ajuntarão os seus escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus. Aprendei, pois, esta parábola da figueira: Quando já os seus ramos se tornam tenros e brotam folhas, sabeis que está próximo o verão. Igualmente, quando virdes todas estas coisas, sabei que ele está próximo, às portas. Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que todas estas coisas aconteçam. O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar. Mas daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos do céu, mas unicamente meu Pai. E, como foi nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do homem. Porquanto, assim como, nos dias anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do homem. Então, estando dois no campo, será levado um, e deixado o outro; estando duas moendo no moinho, será levada uma, e deixada outra. Vigiai, pois, porque não sabeis a que hora há de vir o vosso Senhor. Mas considerai isto: se o pai de família soubesse a que vigília da noite havia de vir o ladrão, vigiaria e não deixaria minar a sua casa. Por isso, estai vós apercebidos também; porque o Filho do homem há de vir à hora em que não penseis. Quem é, pois, o servo fiel e prudente, que o seu senhor constituiu sobre a sua casa, para dar o sustento a seu tempo? Bem-aventurado aquele servo que o seu senhor, quando vier, achar servindo assim. Em verdade vos digo que o porá sobre todos os seus bens. Mas se aquele mau servo disser no seu coração: O meu senhor tarde virá; e começar a espancar os seus conservos, e a comer e a beber com os ébrios, virá o senhor daquele servo num dia em que o não espera, e à hora em que ele não sabe, e separá-lo-á, e destinará a sua parte com os hipócritas; ali haverá pranto e ranger de dentes.
Jesus continua a falar sobre os falsos Messias que viriam e sobre sua volta. No versículo 34, quando Jesus fala que esta geração não passará, não significa que alguns daquela época não morrerão. A palavra grega "gnéa" pode ser traduzida como povo, geração, tribo. Em outras palavras, Israel permanecerá existindo até o final dos tempos, não como nação, mas os israelitas nunca serão totalmente dizimados. Por fim, o texto fala sobre aqueles que vigiam na espera da volta de Cristo e aqueles que crêem que sua volta demorará e podem ser pegos desprevenidos, por não o servir corretamente.
Jesus continua a falar sobre os falsos Messias que viriam e sobre sua volta. No versículo 34, quando Jesus fala que esta geração não passará, não significa que alguns daquela época não morrerão. A palavra grega "gnéa" pode ser traduzida como povo, geração, tribo. Em outras palavras, Israel permanecerá existindo até o final dos tempos, não como nação, mas os israelitas nunca serão totalmente dizimados. Por fim, o texto fala sobre aqueles que vigiam na espera da volta de Cristo e aqueles que crêem que sua volta demorará e podem ser pegos desprevenidos, por não o servir corretamente.
domingo, 24 de janeiro de 2010
Mateus 24.1-24
E, quando Jesus ia saindo do templo, aproximaram-se dele os seus discípulos para lhe mostrarem a estrutura do templo. Jesus, porém, lhes disse: Não vedes tudo isto? Em verdade vos digo que não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derrubada. E, estando assentado no Monte das Oliveiras, chegaram-se a ele os seus discípulos em particular, dizendo: Dize-nos, quando serão essas coisas, e que sinal haverá da tua vinda e do fim do mundo? E Jesus, respondendo, disse-lhes: Acautelai-vos, que ninguém vos engane; porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos. E ouvireis de guerras e de rumores de guerras; olhai, não vos assusteis, porque é mister que isso tudo aconteça, mas ainda não é o fim. Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares. Mas todas estas coisas são o princípio de dores. Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome. Nesse tempo muitos serão escandalizados, e trair-se-ão uns aos outros, e uns aos outros se odiarão. E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos. E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará. Mas aquele que perseverar até ao fim será salvo. E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim. Quando, pois, virdes que a abominação da desolação, de que falou o profeta Daniel, está no lugar santo; quem lê, atenda; então, os que estiverem na Judéia, fujam para os montes; e quem estiver sobre o telhado não desça a tirar alguma coisa de sua casa; e quem estiver no campo não volte atrás a buscar as suas vestes. Mas ai das grávidas e das que amamentarem naqueles dias! E orai para que a vossa fuga não aconteça no inverno nem no sábado; porque haverá então grande aflição, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem tampouco há de haver. E, se aqueles dias não fossem abreviados, nenhuma carne se salvaria; mas por causa dos escolhidos serão abreviados aqueles dias. Então, se alguém vos disser: Eis que o Cristo está aqui, ou ali, não lhe deis crédito; porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos.
Interessante os discípulos desejarem mostrar a Jesus a estrutura do templo, que anos mais tarde seria destruído, e que era algo de grande satisfação para os judeus. É importante observar que tudo o que Jesus previu já acontecia em sua época e muito mais claramente alguns poucos anos depois. Isto significa que se vemos tais sinais ocorrendo não é prova de que nossos dias são o final dos tempos, mas que ele está breve, se hoje, amanhã ou daqui a anos ou séculos não é possível prever, mas esta perto.
Interessante os discípulos desejarem mostrar a Jesus a estrutura do templo, que anos mais tarde seria destruído, e que era algo de grande satisfação para os judeus. É importante observar que tudo o que Jesus previu já acontecia em sua época e muito mais claramente alguns poucos anos depois. Isto significa que se vemos tais sinais ocorrendo não é prova de que nossos dias são o final dos tempos, mas que ele está breve, se hoje, amanhã ou daqui a anos ou séculos não é possível prever, mas esta perto.
sábado, 23 de janeiro de 2010
Mateus 23
Então falou Jesus à multidão, e aos seus discípulos, dizendo: Na cadeira de Moisés estão assentados os escribas e fariseus. Todas as coisas, pois, que vos disserem que observeis, observai-as e fazei-as; mas não procedais em conformidade com as suas obras, porque dizem e não fazem; pois atam fardos pesados e difíceis de suportar, e os põem aos ombros dos homens; eles, porém, nem com o dedo querem movê-los; e fazem todas as obras a fim de serem vistos pelos homens; pois trazem largos filactérios, e alargam as franjas das suas vestes, e amam os primeiros lugares nas ceias e as primeiras cadeiras nas sinagogas, e as saudações nas praças, e o serem chamados pelos homens; Rabi, Rabi. Vós, porém, não queirais ser chamados Rabi, porque um só é o vosso Mestre, a saber, o Cristo, e todos vós sois irmãos. E a ninguém na terra chameis vosso pai, porque um só é o vosso Pai, o qual está nos céus. Nem vos chameis mestres, porque um só é o vosso Mestre, que é o Cristo. O maior dentre vós será vosso servo. E o que a si mesmo se exaltar será humilhado; e o que a si mesmo se humilhar será exaltado. Mas ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que fechais aos homens o reino dos céus; e nem vós entrais nem deixais entrar aos que estão entrando. Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que devorais as casas das viúvas, sob pretexto de prolongadas orações; por isso sofrereis mais rigoroso juízo. Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que percorreis o mar e a terra para fazer um prosélito; e, depois de o terdes feito, o fazeis filho do inferno duas vezes mais do que vós. Ai de vós, condutores cegos! pois que dizeis: Qualquer que jurar pelo templo, isso nada é; mas o que jurar pelo ouro do templo, esse é devedor. Insensatos e cegos! Pois qual é maior: o ouro, ou o templo, que santifica o ouro? E aquele que jurar pelo altar isso nada é; mas aquele que jurar pela oferta que está sobre o altar, esse é devedor. Insensatos e cegos! Pois qual é maior: a oferta, ou o altar, que santifica a oferta? Portanto, o que jurar pelo altar, jura por ele e por tudo o que sobre ele está; e, o que jurar pelo templo, jura por ele e por aquele que nele habita; e, o que jurar pelo céu, jura pelo trono de Deus e por aquele que está assentado nele. Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que dizimais a hortelã, o endro e o cominho, e desprezais o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé; deveis, porém, fazer estas coisas, e não omitir aquelas. Condutores cegos! que coais um mosquito e engolis um camelo. Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que limpais o exterior do copo e do prato, mas o interior está cheio de rapina e de iniqüidade. Fariseu cego! limpa primeiro o interior do copo e do prato, para que também o exterior fique limpo. Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda a imundícia. Assim também vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas interiormente estais cheios de hipocrisia e de iniqüidade. Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que edificais os sepulcros dos profetas e adornais os monumentos dos justos, e dizeis: Se existíssemos no tempo de nossos pais, nunca nos associaríamos com eles para derramar o sangue dos profetas. Assim, vós mesmos testificais que sois filhos dos que mataram os profetas. Enchei vós, pois, a medida de vossos pais. Serpentes, raça de víboras! como escapareis da condenação do inferno? Portanto, eis que eu vos envio profetas, sábios e escribas; a uns deles matareis e crucificareis; e a outros deles açoitareis nas vossas sinagogas e os perseguireis de cidade em cidade; para que sobre vós caia todo o sangue justo, que foi derramado sobre a terra, desde o sangue de Abel, o justo, até ao sangue de Zacarias, filho de Baraquias, que matastes entre o santuário e o altar. Em verdade vos digo que todas estas coisas hão de vir sobre esta geração. Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas, e apedrejas os que te são enviados! quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das asas, e tu não quiseste! Eis que a vossa casa vai ficar-vos deserta; porque eu vos digo que desde agora me não vereis mais, até que digais: Bendito o que vem em nome do Senhor.
Jesus neste trecho comenta sobre aqueles que fazem-se de santos para os outros, mas não cumprem o que pregam. Que inventam regras e mais regras a serem cumpridas, mas somente pelos outros. Dos que fingem ser o que não são. Isto deve nos fazer refletir como anda nossa vida. Por vezes somos exatamente como os escribas e fariseus citados por Jesus. Todavia, isto não deve ocorrer a todo instante, senão teremos exatamente o mesmo fim que eles.
Jesus neste trecho comenta sobre aqueles que fazem-se de santos para os outros, mas não cumprem o que pregam. Que inventam regras e mais regras a serem cumpridas, mas somente pelos outros. Dos que fingem ser o que não são. Isto deve nos fazer refletir como anda nossa vida. Por vezes somos exatamente como os escribas e fariseus citados por Jesus. Todavia, isto não deve ocorrer a todo instante, senão teremos exatamente o mesmo fim que eles.
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Mateus 22.22-44
Dizendo: Mestre, Moisés disse: Se morrer alguém, não tendo filhos, casará o seu irmão com a mulher dele, e suscitará descendência a seu irmão. Ora, houve entre nós sete irmãos; e o primeiro, tendo casado, morreu e, não tendo descendência, deixou sua mulher a seu irmão. Da mesma sorte o segundo, e o terceiro, até ao sétimo; por fim, depois de todos, morreu também a mulher. Portanto, na ressurreição, de qual dos sete será a mulher, visto que todos a possuíram? Jesus, porém, respondendo, disse-lhes: Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus. Porque na ressurreição nem casam nem são dados em casamento; mas serão como os anjos de Deus no céu. E, acerca da ressurreição dos mortos, não tendes lido o que Deus vos declarou, dizendo: eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó? Ora, Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos. E, as turbas, ouvindo isto, ficaram maravilhadas da sua doutrina. E os fariseus, ouvindo que ele fizera emudecer os saduceus, reuniram-se no mesmo lugar. E um deles, doutor da lei, interrogou-o para o experimentar, dizendo: mestre, qual é o grande mandamento na lei? E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas. E, estando reunidos os fariseus, interrogou-os Jesus, dizendo: Que pensais vós do Cristo? De quem é filho? Eles disseram-lhe: De Davi. Disse-lhes ele: Como é então que Davi, em espírito, lhe chama Senhor, dizendo: disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita, Até que eu ponha os teus inimigos por escabelo de teus pés? Se Davi, pois, lhe chama Senhor, como é seu filho? E ninguém podia responder-lhe uma palavra; nem desde aquele dia ousou mais alguém interrogá-lo.
Como nos versículos anteriores dizem que os herodianos que estavam a questionar Jesus foram embora, parece que os discípulos teríam feito esta pergunta. Todavia, os versículos seguintes mostram que os fariseus e saduceus também se encontravam no mesmo local sempre a busca de uma falha de Jesus para que o povo descresse nele ou que se posicionasse contrário aos romanos para ser preso. Interessante Jesus aproximando-se dos fariseus e perguntando-lhes, indiretamente, quem é maior, Davi ou o Cristo, já que o Cristo era filho de Davi e isto sempre era sinônimo de que o ascendente era maior do que o descendente. Mais uma vez a lógica de Deus difere-se da lógica humana, como foi com Davi, Jacó e tantos outros mais novos que foram instrumento de Deus, quebrando o paradigma do mais velho, maior e mais forte. Da mesma forma, hoje Deus continua chamando para si os que a lógica não compreende, os piores, mais fracos para que Ele seja glorificado, conforme I Coríntios 1.
Como nos versículos anteriores dizem que os herodianos que estavam a questionar Jesus foram embora, parece que os discípulos teríam feito esta pergunta. Todavia, os versículos seguintes mostram que os fariseus e saduceus também se encontravam no mesmo local sempre a busca de uma falha de Jesus para que o povo descresse nele ou que se posicionasse contrário aos romanos para ser preso. Interessante Jesus aproximando-se dos fariseus e perguntando-lhes, indiretamente, quem é maior, Davi ou o Cristo, já que o Cristo era filho de Davi e isto sempre era sinônimo de que o ascendente era maior do que o descendente. Mais uma vez a lógica de Deus difere-se da lógica humana, como foi com Davi, Jacó e tantos outros mais novos que foram instrumento de Deus, quebrando o paradigma do mais velho, maior e mais forte. Da mesma forma, hoje Deus continua chamando para si os que a lógica não compreende, os piores, mais fracos para que Ele seja glorificado, conforme I Coríntios 1.
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